Essa é uma frase tipicamente que eu, como muitos homens, já ouviu muito. Desta vez eu mesmo assumo isso: sou insensível... a terremotos!
Bom, pelo menos o terremoto de ontem à noite em São Paulo.
Vi na TV que um terremoto de 5.7 graus na escala Richter foi sentido em Sampa e moradores de um prédio aqui perto de casa saíram na foto do UOL parados do lado de fora, ainda assustados.
Pois é, às 21h e pouco, hora do sismo, tinha acabado de chegar em casa, fiz um minirolê para o Ozzy se aliviar e em seguida vi um pouco de MTV com minha filha. Não senti nada! Talvez porque aqui no pedaço do Butantã onde moro já me acostumei com a casa tremendo com as explosões da obras do Metrô e com os caminhões pesados que passam sacudindo a Eliseu de Almeida.
Mas eu já vi e senti terremotos.
Em 1970, um de 7,5 graus sacudiu o Peru e matou 75 mil pessoas. Tinha 4 anos. Eu nunca esqueço da cena da minha mãe grávida me puxar correndo pra fora de casa com a minha irmã para o meio da rua em frente de casa. Nem da imagem do monte de gente no asfalto que de repente virou um monte de riscos para os meus olhos. Como aquelas fotos e vídeos feitos com a câmera em movimento brusco e só se vê riscos na tela. Felizmente, não lembro muito da sensação do chão sumindo dos meus pés.
Muitos anos depois, em 2000, trabalhando para uma revista chilena, estava eu em Santiago e cheguei na redação de manhã no maior sossego. Todo mundo começou a gozar da minha cara. "Te assustaste! Estabas con miedo? jajajaja!!" E eu: "Hem? Que foi?" Aí me contaram que houve um terremoto naquela madrugada, não muito forte, acho que uns 3 ou 4 graus. Eu roncava (imagino rsrsrs) e aí o prédio sacudiu e minha cama também. Só assim pra acordar mesmo... E meu colega de quarto no hotel, o figurão Samuel Silva, contou pra todo mundo que eu acordei com o terremoto, levantando de uma vez só, dizendo: "Ahhnn? Que foi? Que foi?". "Calma, no es nada, sólo un pequeño terremoto" (pequeno pra eles pô!). Eu: "Ah, ok". E catapumba!, dormi de novo.
Só no dia seguinte que soube da minha performance ridícula... :-)
quarta-feira, 23 de abril de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Eles pensam que somos idiotas
Mais uma muleta semântica do guvêrnu foderal...
A PF, a mando do ministro da Justiça, Tarso Genro, foi ao Palácio do Planalto e levou os seis computadores da Casa Civil. O objetivo -declarado- é descobrir quem vazou a informação sobre a origem do dossiê que o governo (A) criou para constranger oposicionistas (B), um crime político seja lá quais forem os personagens A e B, certo?
Aí o Genro diz à imprensa que a PF não fez uma busca e apreensão dos computadores, que é "um equívoco". Confira em http://www.valoronline.com.br/valoronline/Geral/politica/Acao+da+Policia+Federal+na+Casa+Civil+nao+foi+busca+e+apreensao+afirma+Tarso+Genro,,,14,4871364.html
Uai... os PFs não tiraram os computadores da tomada da parede da Casa Civil e levaram para a sede, onde as máquinas não podem ser liberadas de volta até o fim do inquérito (aquele do "sofá")? Afinal isso não é apreensão?
Só se os PCs se sentiram convidados a conversar com a PF e decidiram ir -andando- de livre e espontânea vontade para a delegacia...
Além do fato que me sinto à vontade para desconfiar que, mais do que investigar vazamento (o "sofá") a PF está sob suspeita de abrigar uma operação de eliminação de provas, o que me deixa PT da vida é a insistência dos membros do governo em ofender nossa inteligência.
Não é nem pelo cinismo típico desses caras (certo, presidente?), mas é a tática insistente que irrita. Eles apostam e se apóiam na ignorância da enorme maioria da população. Por isso que eles odeiam a imprensa, a classe média e qualquer um que não aceita calado a pataquada que eles empurram goela abaixo da patuléia, junto com o arroz-feijao do Bolsa Familia.
E o blá-blá-blá do terceiro mandato mulal está só começando...
PS: não tô irritado de verdade, diria inspirado... rsrs
A PF, a mando do ministro da Justiça, Tarso Genro, foi ao Palácio do Planalto e levou os seis computadores da Casa Civil. O objetivo -declarado- é descobrir quem vazou a informação sobre a origem do dossiê que o governo (A) criou para constranger oposicionistas (B), um crime político seja lá quais forem os personagens A e B, certo?
Aí o Genro diz à imprensa que a PF não fez uma busca e apreensão dos computadores, que é "um equívoco". Confira em http://www.valoronline.com.br/valoronline/Geral/politica/Acao+da+Policia+Federal+na+Casa+Civil+nao+foi+busca+e+apreensao+afirma+Tarso+Genro,,,14,4871364.html
Uai... os PFs não tiraram os computadores da tomada da parede da Casa Civil e levaram para a sede, onde as máquinas não podem ser liberadas de volta até o fim do inquérito (aquele do "sofá")? Afinal isso não é apreensão?
Só se os PCs se sentiram convidados a conversar com a PF e decidiram ir -andando- de livre e espontânea vontade para a delegacia...
Além do fato que me sinto à vontade para desconfiar que, mais do que investigar vazamento (o "sofá") a PF está sob suspeita de abrigar uma operação de eliminação de provas, o que me deixa PT da vida é a insistência dos membros do governo em ofender nossa inteligência.
Não é nem pelo cinismo típico desses caras (certo, presidente?), mas é a tática insistente que irrita. Eles apostam e se apóiam na ignorância da enorme maioria da população. Por isso que eles odeiam a imprensa, a classe média e qualquer um que não aceita calado a pataquada que eles empurram goela abaixo da patuléia, junto com o arroz-feijao do Bolsa Familia.
E o blá-blá-blá do terceiro mandato mulal está só começando...
PS: não tô irritado de verdade, diria inspirado... rsrs
terça-feira, 8 de abril de 2008
China Blue
Domingo passado trabalhei no plantão do jornal Metro, na seção Mundo. Confesso que me divirto mais nela do que com a seção de Economia, mas isso é uma outra história.
O que me deixou espantado foi o caos que se transformou a passagem da tocha olímpica dos Jogos de Pequim-2008 por Londres. Até um extintor de incêndio foi usado! Em Paris, o vexame foi maior ainda, pois os organizadores interromperam a marcha com atletas, depois de várias tentativas bem-sucedidas de manifestantes em apagar a tocha, e a esconderam dentro de um ônibus para o final do percurso.
É claro que apóio os protestos. Primeiro, pelo Tibete Livre; segundo, pela ação dos Repórteres Sem Fronteiras, organização que apóio e que teve a feliz idéia de criar o símbolo olímpico com cinco algemas entrelaçadas, simbolizando o estado totalitário que a China ainda é; terceiro, justamente porque a China quer usar a Olimpíada para se mostrar ao mundo como uma sociedade mais livre e avançada, mas continua sob o jugo do Partido Comunista Chinês, aquele da "Revolução Cultural" e do massacre na praça da Paz Celestial.
E eles não tão nem aí. Vão seguir em frente e depois dos jogos, pobre Tibete...
Mas reparem: o regime chinês é tão astuto que fez o COI aceitar que uma pequena tropa de policiais chineses, vestidos de azul (reparem na foto de Londres, acima), cerque o atleta que carrega a tocha. Não passa despercebido o espanto com que esses policiais chineses --imagino que uma tropa de elite-- reagem aos ataques dos manifestantes pró-Tibete. Acho que acostumados à realidade chinesa, com os dissidentes escaldados pelos massacres anteriores, os "china blue" não esperavam que alguem ousasse avançar sobre eles.
Essa história ainda vai esquentar até agosto... stay tuned!
Tarso joga o sofá fora
Uma vez peguei um avião pra Brasília, na janelinha (rsrs). Estava sozinho até que um minuto antes de a porta fechar entrou o ministro Tarso Genro (então da Educação) e esposa, e sentaram ao meu lado. Como repórter, pensei, "opa, vou aproveitar". Mas, com meu foco em negócios latino-americanos e tecnolgia, parei e pensei um pouco mais. Decidi ficar sossegado e só ouvir. Claro que o casal não disse nada jornalisticamente importante. Ainda bem, porque naquela época já começavam as suspeitas mais pesadas da ação dos aloprados do governo Lula. E eu já estava com um pouco de _desculpem_ nojo desse governo. Não valia a pena nem trocar palavras com o ministro, já que não era obrigado a isso e nem tinha pauta.
Lembro desse episódio agora, quando o agora ministro da Justiça Tarso decide mandar a Polícia Federal caçar a pessoa que vazou para a imprensa o dossiê que a Casa Civil da Presidência da República montou para pressionar e constranger a oposição na CPI dos cartões corporativos (para comprar tapioca e itens importantíssimos para o governo no free shop).
Lembro também da velha piadinha, do homem que encontra a mulher em casa transando com um amante no sofá, e decide resolver o assunto... jogando o sofá fora!
Pois é, Tarso está jogando o sofá fora. Depois de a Casa Civil da dona Dilma usar recursos do Estado para produzir um documento para fins de constrangimento político, agora seu Tarso usa a PF para pegar quem da equipe de Dilma vazou o dossiê. Fora o fato de ser típico do comportamento stalinista de caça às bruxas fazer essa caça, o grave é Tarso se fazer de tonto e "esquecer" a produção do dossiê, que é um crime político (ai que pleonasmo! rsrsrs) grave. Mas, e daí, né? Melhor jogar o sofá fora do que escancarar os podres internos do governo.
Lembro desse episódio agora, quando o agora ministro da Justiça Tarso decide mandar a Polícia Federal caçar a pessoa que vazou para a imprensa o dossiê que a Casa Civil da Presidência da República montou para pressionar e constranger a oposição na CPI dos cartões corporativos (para comprar tapioca e itens importantíssimos para o governo no free shop).
Lembro também da velha piadinha, do homem que encontra a mulher em casa transando com um amante no sofá, e decide resolver o assunto... jogando o sofá fora!
Pois é, Tarso está jogando o sofá fora. Depois de a Casa Civil da dona Dilma usar recursos do Estado para produzir um documento para fins de constrangimento político, agora seu Tarso usa a PF para pegar quem da equipe de Dilma vazou o dossiê. Fora o fato de ser típico do comportamento stalinista de caça às bruxas fazer essa caça, o grave é Tarso se fazer de tonto e "esquecer" a produção do dossiê, que é um crime político (ai que pleonasmo! rsrsrs) grave. Mas, e daí, né? Melhor jogar o sofá fora do que escancarar os podres internos do governo.
Não tem cobra? Tem sim - 2!
No post anterior me diverti com a história da sucuri que apareceu em Salvador e desmentiu a presidente da Embratur (ainda chocada com as perguntas de estrangeiros sobre se há cobras rastejando pelas ruas brasileiras). Pois é, tem mais! Vejam a foto do Corpo de Bombeiros de Porto Velho, que recolheram uma sucuri em uma casa. A cobra já está sã e salva de volta à floresta. Nossa fama de ter cobras nas ruas, infelizmente, também está de volta...
Crédito Aldir Prhil/Corpo de Bombeiros de Porto Velho
Crédito Aldir Prhil/Corpo de Bombeiros de Porto Velho
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Não tem cobras? temmmm
Outro dia, contrariando meus princípios de não fazer entrevista nas primeiras horas do dia, fui a um café-da-manhã com a presidente da Embratur, a (coisa rara no guvêrnu) simpática Jeanine Pires, que recebia os correspondentes estrangeiros baseados em Sampa. Fui convidado, e foi bacana saber que o turismo brasileiro continua crescendo, que o país precisa fazer um trilhão de coisas pra receber a Copa do Mundo e blábláblá e blá!
Lá pelas tantas, ela conta que no exterior ela ainda conhece muitos estrangeiros que têm aquela imagem distorcida do país:
_ Eles se espantam quando falo que as cidades têm metrô! Muitos perguntam, a sério, se tem cobras nas ruas! _ e todo mundo deu risada.
Pois é, dona Jeanine, infelizmente as cobras não estavam sabendo do combinado. Vejam só o que acabam de encontrar ao lado de um shopping center em Salvador:
Lá pelas tantas, ela conta que no exterior ela ainda conhece muitos estrangeiros que têm aquela imagem distorcida do país:
_ Eles se espantam quando falo que as cidades têm metrô! Muitos perguntam, a sério, se tem cobras nas ruas! _ e todo mundo deu risada.
Pois é, dona Jeanine, infelizmente as cobras não estavam sabendo do combinado. Vejam só o que acabam de encontrar ao lado de um shopping center em Salvador:
Uma Sucuri!! 3,5 metros de cobra.
Agora vai ser difícil dizer não pro estrangeiro que pergunta isso...
Nem quando trabalha direito esse governuuu dá sorte, kkkkk!
Crédito: Iracema Chequer/Agência A Tarde/AE
Veja em http://noticias.uol.com.br/ultnot/album/080403_album.jhtm?abrefoto=22
domingo, 30 de março de 2008
Muletas semânticas
Mais uma vez o governo faz uma enorme bobagem, dentro ou bem na linha demarcada pelo código penal, e tenta disfarçar com argumentos risíveis, mas ditos em tom indignado, de palanque, esperando que engane a patuléia que vota e adora esse presidente.
Dona Dilma bancou a santa e diz que o que sua braço-direito fez --armar e mandar à imprensa um dossiê mostrando os gastos da dona Ruth-- foi apenas "montar um banco de dados".
Então ela continuou explicando que um banco de dados é a melhor forma de organizar um monte de informações, no caso, os gastos da Presidência da República nos últimos governos. Explicou tão didaticamente uma obviedade que eu me senti ofendido na inteligência. Aliás esse PT governo vive fazendo isso, mas desconfio que inteligência não é um artigo farto por aí, já que a aprovaçÃo do Mula sobe para 60%.
Meu chefe tem uma teoria: o povo vota nesses caras (Janio, Collor, Severino, Pitta, Maluf e Lula --minha lista "de honra") porque quer apenas se divertir. Eu concordo, mas sou um pouco mais ácido: aposto mais no voto avacalhado, o pessoal não quer pensar porque deve doer a cabeça, e vota em qualquer porcaria esperando "o que que eu vou ganhar com isso".
Mas, voltando ao assunto, dona Dilma joga com a platéia mais estúpida para disfarçar mais uma ação típica do governo PTsta. Pressão é coisa típica de sindicalista que joga sujo, e o vazamento foi jogo sujo. Demissão é pouco, um integrante do governo não pode usar os recursos do governo para pressionar e intimidar a oposição.
Não era justamente isso o que o PT reclamava do governo militar quando estava na oposição?
Pois é dona Dilma, não adianta jogar com as palavras e usar muletas semânticas para disfarçar a besteira e tentar preservar uma aura de santa para tentar suceder o presidente das muletas....
Dona Dilma bancou a santa e diz que o que sua braço-direito fez --armar e mandar à imprensa um dossiê mostrando os gastos da dona Ruth-- foi apenas "montar um banco de dados".
Então ela continuou explicando que um banco de dados é a melhor forma de organizar um monte de informações, no caso, os gastos da Presidência da República nos últimos governos. Explicou tão didaticamente uma obviedade que eu me senti ofendido na inteligência. Aliás esse PT governo vive fazendo isso, mas desconfio que inteligência não é um artigo farto por aí, já que a aprovaçÃo do Mula sobe para 60%.
Meu chefe tem uma teoria: o povo vota nesses caras (Janio, Collor, Severino, Pitta, Maluf e Lula --minha lista "de honra") porque quer apenas se divertir. Eu concordo, mas sou um pouco mais ácido: aposto mais no voto avacalhado, o pessoal não quer pensar porque deve doer a cabeça, e vota em qualquer porcaria esperando "o que que eu vou ganhar com isso".
Mas, voltando ao assunto, dona Dilma joga com a platéia mais estúpida para disfarçar mais uma ação típica do governo PTsta. Pressão é coisa típica de sindicalista que joga sujo, e o vazamento foi jogo sujo. Demissão é pouco, um integrante do governo não pode usar os recursos do governo para pressionar e intimidar a oposição.
Não era justamente isso o que o PT reclamava do governo militar quando estava na oposição?
Pois é dona Dilma, não adianta jogar com as palavras e usar muletas semânticas para disfarçar a besteira e tentar preservar uma aura de santa para tentar suceder o presidente das muletas....
quinta-feira, 20 de março de 2008
Uma dúvida gerada...
O post "Quer uma pauta exclusiva?" gerou dois comentários e um deles, da assessoria de imprensa da HP, que acaba gerando uma dúvida relacionada a um veículo em que trabalho, e que não está sob a minha responsabilidade. Cito o comentário abaixo e, logo depois, um esclarecimento-post.
Do comentário ao post: "... No entanto, não existe nenhuma relação entre uma pauta de um dos business da HP e uma entrevista com o presidente, que, como já foi dito, está sendo negociada e será realizada assim que for possível. O interesse também é nosso e da empresa. Espero que o fato de aguardamos essa disponibilidade de agenda não limite os espaços da HP no Informática hoje. " (GRIFO MEU)
Do comentário ao post: "... No entanto, não existe nenhuma relação entre uma pauta de um dos business da HP e uma entrevista com o presidente, que, como já foi dito, está sendo negociada e será realizada assim que for possível. O interesse também é nosso e da empresa. Espero que o fato de aguardamos essa disponibilidade de agenda não limite os espaços da HP no Informática hoje. " (GRIFO MEU)
Uma resposta respeitosa!
Obrigado Flavio e Denise!
Denise, eu entendo seu lado, e conheço teu trabalho, confio nele, mas é fato que os interesses são conflitantes e de vez em quando não há como conciliar.
O que é importante, para mim, é ajudar a escancarar neste blog certas práticas que não são nada bacanas com o leitor. Sei que o mundo é injusto e sacana por definição, mas não é por isso que vou ficar quetinho e pronto. Não dá pra jogar conforme a música que nos impõem o tempo todo.
Por isso é bom mesmo que você diga que alguns jornalistas pedem isso: só aceito publicar esse release (informação, dica, whatever) se for exclusiva! Não pode passar pra ninguém até eu publicar e "furar" todos os concorrentes.
Não é uma chantagem?
Não é uma sacanagem com os leitores dos outros veículos?
Não é um favorecimento muito estranho, que na verdade ajuda mais aos jornalistas preguiçosos e às empresas que pagam assessorias para economizar com as agências de publicidade e com os veículos?
Para as assessorias e para os jornalistas preguiçosos a resposta é não.
Para mim é: sim!
Para a/o jornalista que recebeu e aceitou cair no colo a pauta que me propuseram como exclusiva, a resposta deve ser não, e deve pensar: como esse cara que recusou é trouxa!
Há muitos colegas que preferem esse lado da vida, o da preguiça mental, e há os que são tão pressionados pelos seus chefes que fazem qualquer coisa ("ética? pra quê? rsrs") para furar os concorrentes. Mesmo que seja por apenas um par de horas na internet. Grande "furo de reportagem" esse de um/a coleguinha certamente super esforçado...
Mas o principal motivo de fazer uma resposta pública é a menção ao veículo/editora em que trabalho. A minha opinião neste blog é pessoal, mesmo que seja sobre temas de trabalho.
Minha dúvida em relação à entrevista é legítima (já enviaram alguma resposta sobre o pedido, e eu não percebi?). E o post foi motivado pela reação da assessora que não gostou de eu ficar argumentando e contra-argumentando, e ela (imagino) achou melhor me retaliar retirando a oferta de entrevista.
Portanto, continuamos na mesma. Estou esperando a entrevista. E isso não tem NADA a ver com o espaço que o Informatica Hoje dá ou nao dá à HP.
Como você sabe bem disso, eu confesso que ainda estou pensando no motivo de você mencionar uma ação fora do meu alcance como se fosse uma decisão minha, e vinculada à concessão ou não da entrevista.
Como eu te conheço faz tempo, eu acho que você não fez por mal. Mas nas entrelinhas faz sim.
PS: Ia ser uma resposta exclusiva, mas como há dúvidas geradas acho melhor torná-la um post.
Denise, eu entendo seu lado, e conheço teu trabalho, confio nele, mas é fato que os interesses são conflitantes e de vez em quando não há como conciliar.
O que é importante, para mim, é ajudar a escancarar neste blog certas práticas que não são nada bacanas com o leitor. Sei que o mundo é injusto e sacana por definição, mas não é por isso que vou ficar quetinho e pronto. Não dá pra jogar conforme a música que nos impõem o tempo todo.
Por isso é bom mesmo que você diga que alguns jornalistas pedem isso: só aceito publicar esse release (informação, dica, whatever) se for exclusiva! Não pode passar pra ninguém até eu publicar e "furar" todos os concorrentes.
Não é uma chantagem?
Não é uma sacanagem com os leitores dos outros veículos?
Não é um favorecimento muito estranho, que na verdade ajuda mais aos jornalistas preguiçosos e às empresas que pagam assessorias para economizar com as agências de publicidade e com os veículos?
Para as assessorias e para os jornalistas preguiçosos a resposta é não.
Para mim é: sim!
Para a/o jornalista que recebeu e aceitou cair no colo a pauta que me propuseram como exclusiva, a resposta deve ser não, e deve pensar: como esse cara que recusou é trouxa!
Há muitos colegas que preferem esse lado da vida, o da preguiça mental, e há os que são tão pressionados pelos seus chefes que fazem qualquer coisa ("ética? pra quê? rsrs") para furar os concorrentes. Mesmo que seja por apenas um par de horas na internet. Grande "furo de reportagem" esse de um/a coleguinha certamente super esforçado...
Mas o principal motivo de fazer uma resposta pública é a menção ao veículo/editora em que trabalho. A minha opinião neste blog é pessoal, mesmo que seja sobre temas de trabalho.
Minha dúvida em relação à entrevista é legítima (já enviaram alguma resposta sobre o pedido, e eu não percebi?). E o post foi motivado pela reação da assessora que não gostou de eu ficar argumentando e contra-argumentando, e ela (imagino) achou melhor me retaliar retirando a oferta de entrevista.
Portanto, continuamos na mesma. Estou esperando a entrevista. E isso não tem NADA a ver com o espaço que o Informatica Hoje dá ou nao dá à HP.
Como você sabe bem disso, eu confesso que ainda estou pensando no motivo de você mencionar uma ação fora do meu alcance como se fosse uma decisão minha, e vinculada à concessão ou não da entrevista.
Como eu te conheço faz tempo, eu acho que você não fez por mal. Mas nas entrelinhas faz sim.
PS: Ia ser uma resposta exclusiva, mas como há dúvidas geradas acho melhor torná-la um post.
terça-feira, 11 de março de 2008
"Quer uma pauta exclusiva?"
(ou, "Como ganhar espaço na imprensa")
Esta é uma história que acontece todo dia. E o leitor não fica sabendo...
Uma empresa contrata uma assessoria de imprensa para facilitar seu relacionamento com os jornalistas, treinar seus executivos a responder abertamente algumas questões e ser incrivelmente vagos em perguntas importantes. Além disso, as empresas pressionam os assessores de imprensa a cavar espaço nos jornais, revistas e blogs com a proposta de "pauta exclusiva".
Funciona assim: a empresa tem um novo produto ou está interessado em divulgá-lo em um jornal, com o maior espaço possível, e --melhor ainda-- com a roupagem da "abordagem jornalística". Dá mais credibilidade e sai bem mais barato que comprar espaço publicitário no mesmo veículo --o que fomenta a saúde financeira da imprensa e da democracia!
Até aí, tudo bem, o jogo é esse, e os ingênuos dançam. Eu, jornalista, tenho que pensar no meu leitor, e não fazer o jogo das relações públicas. Isso não significa que vou ser refratário ou ter repulsa às propostas das assessorias. Aceito boas idéias, na boa.
Mas não gosto das propostas de "pautas exclusivas" porque as assessorias seguram a divulgação de um material que deveria ir ao mesmo tempo para toda a imprensa e elas o passam a um jornalista prometendo exclusividade até que ele o publique. Não gosto de ficar na obrigação de publicar algo, pressionado pela assessoria que quer ver logo o resultado publicado. De preferência, que eu publique rápido, com grande espaço e tom favorável. Em geral, eu recuso.
Tudo isso pra dizer que hoje fiquei surpreso com uma assessora, de uma gigante da tecnologia, a HP (sem rodeios). Ontem, ela propôs uma "exclusiva". Pedi mais informações, pra checar a relevância. A resposta veio. É a união entre a HP e uma parceira (não revelo o nome, seria sacanagem) que ainda é uma oferta ao mercado. Ou seja, ainda não tem clientes e pro meu leitor não serve, infelizmente. Se publicasse, sem análise e crítica, faria propaganda gratuita para as duas empresas.
Depois de esgrimirmos argumentos, concordei, marcamos horário, o entrevistado inclusive é meu colega da Politécnica. O papo ia ser bacana. Então, antes de ela desligar, eu disse "espera, e a entrevista que eu pedi há semanas com o presidente da empresa?". "Ah, isso está para ser decidido na reunião de amanhã, nós não temos poder sobre a agenda do presidente, que tem suas prioridades, inclusive atender jornalistas". Senti que entrevistar o presidente seria mais uma luta no limbo burocrático de decisões de uma corporação e reclamei:
-- Vou fazer papel de bobo se eu não conseguir a entrevista que eu pedi e fizer a entrevista a partir da oferta da assessoria, que pode virar uma publicidade gratuita. Ou seja, a minha demanda não é atendida e eu atendo a de vocês? -- E lembrei a ela que, quando a então CEO Carly Fiorina veio ao Brasil, a assessoria fez uma barbeiragem e me excluiu de um encontro da executiva com alguns jornalistas selecionados a dedo. Detalhe: eu pedia a entrevista há meses à empresa.
A resposta dela:
-- Então vamos fazer assim. Esquece a proposta que eu fiz, nós vamos oferecer a pauta a outro
veículo. E teu pedido de entrevista com o presidente continua lá, vamos ver na reunião.
Ahnn? Então tá.
Resumo da ópera. Se o jornalista não faz o que a assessoria deseja, e se é incisivo em seus pedidos incômodos, que ele se vire. A assessoria oferece o material exclusivo a teu concorrente. Divulgas a todos igualmente, nem pensar...
Como eu já estou há um bom tempo no mercado, e não procuro "furos de reportagem", mas sim fazer textos relevantes e inteligentes, não me importo.
Vou me importar se a empresa e assessoria enrolarem para atenderem meu pedido de entrevista... ;-)
Esta é uma história que acontece todo dia. E o leitor não fica sabendo...
Uma empresa contrata uma assessoria de imprensa para facilitar seu relacionamento com os jornalistas, treinar seus executivos a responder abertamente algumas questões e ser incrivelmente vagos em perguntas importantes. Além disso, as empresas pressionam os assessores de imprensa a cavar espaço nos jornais, revistas e blogs com a proposta de "pauta exclusiva".
Funciona assim: a empresa tem um novo produto ou está interessado em divulgá-lo em um jornal, com o maior espaço possível, e --melhor ainda-- com a roupagem da "abordagem jornalística". Dá mais credibilidade e sai bem mais barato que comprar espaço publicitário no mesmo veículo --o que fomenta a saúde financeira da imprensa e da democracia!
Até aí, tudo bem, o jogo é esse, e os ingênuos dançam. Eu, jornalista, tenho que pensar no meu leitor, e não fazer o jogo das relações públicas. Isso não significa que vou ser refratário ou ter repulsa às propostas das assessorias. Aceito boas idéias, na boa.
Mas não gosto das propostas de "pautas exclusivas" porque as assessorias seguram a divulgação de um material que deveria ir ao mesmo tempo para toda a imprensa e elas o passam a um jornalista prometendo exclusividade até que ele o publique. Não gosto de ficar na obrigação de publicar algo, pressionado pela assessoria que quer ver logo o resultado publicado. De preferência, que eu publique rápido, com grande espaço e tom favorável. Em geral, eu recuso.
Tudo isso pra dizer que hoje fiquei surpreso com uma assessora, de uma gigante da tecnologia, a HP (sem rodeios). Ontem, ela propôs uma "exclusiva". Pedi mais informações, pra checar a relevância. A resposta veio. É a união entre a HP e uma parceira (não revelo o nome, seria sacanagem) que ainda é uma oferta ao mercado. Ou seja, ainda não tem clientes e pro meu leitor não serve, infelizmente. Se publicasse, sem análise e crítica, faria propaganda gratuita para as duas empresas.
Depois de esgrimirmos argumentos, concordei, marcamos horário, o entrevistado inclusive é meu colega da Politécnica. O papo ia ser bacana. Então, antes de ela desligar, eu disse "espera, e a entrevista que eu pedi há semanas com o presidente da empresa?". "Ah, isso está para ser decidido na reunião de amanhã, nós não temos poder sobre a agenda do presidente, que tem suas prioridades, inclusive atender jornalistas". Senti que entrevistar o presidente seria mais uma luta no limbo burocrático de decisões de uma corporação e reclamei:
-- Vou fazer papel de bobo se eu não conseguir a entrevista que eu pedi e fizer a entrevista a partir da oferta da assessoria, que pode virar uma publicidade gratuita. Ou seja, a minha demanda não é atendida e eu atendo a de vocês? -- E lembrei a ela que, quando a então CEO Carly Fiorina veio ao Brasil, a assessoria fez uma barbeiragem e me excluiu de um encontro da executiva com alguns jornalistas selecionados a dedo. Detalhe: eu pedia a entrevista há meses à empresa.
A resposta dela:
-- Então vamos fazer assim. Esquece a proposta que eu fiz, nós vamos oferecer a pauta a outro
veículo. E teu pedido de entrevista com o presidente continua lá, vamos ver na reunião.
Ahnn? Então tá.
Resumo da ópera. Se o jornalista não faz o que a assessoria deseja, e se é incisivo em seus pedidos incômodos, que ele se vire. A assessoria oferece o material exclusivo a teu concorrente. Divulgas a todos igualmente, nem pensar...
Como eu já estou há um bom tempo no mercado, e não procuro "furos de reportagem", mas sim fazer textos relevantes e inteligentes, não me importo.
Vou me importar se a empresa e assessoria enrolarem para atenderem meu pedido de entrevista... ;-)
quarta-feira, 5 de março de 2008
Chupinha press (ou: Por isso que jornalista ganha mal)
Os coleguinhas jornalistas que de vez em quando passam aqui até que já sabem do que estou falando. Mas quem não é, vai se espantar...
Entrevistei um diretor da Motorola, que me convidou para almoçar no ótimo Tordesilhas (totalmente recomendado!). Não é pelo fato que a empresa pagou a conta que eu vou fazer uma reportagem do jeito que eles querem, exaltando a empresa, sem um pingo de visão crítica. Vivo sendo cobrado sobre isso pelos meus editores. E nem precisavam, pois uso o cérebro na hora de escrever qualquer texto, certo?
Para alguns colegas, infelizmente, errado. A vida deles deve ser tão ruim, corrida ou mal paga que eles simplesmente reproduzem o discurso da empresa. A empresa contrata uma assessoria de imprensa, que escreve press-releases e manda pros jornalistas. Um release, assim como uma entrevista em almoço ou em um press tour, é apenas o ponto de partida para pensar sobre o tema, investigar um pouco que seja e escrever - pensando, refletindo, usando o cérebro pô!!
Pois é, justamente fui pesquisar sobre a história que o executivo da Motorola me contou, que um modelo de telefone móvel (não exatamente um celular) é usado pra escanear o código de barras do ingresso vendido pelo Cinemark pela internet, e enviado ao celular do cliente. Bacaninha a história. A cobertura da imprensa, em compensação é vergonhosa!
Olhem abaixo o press-release original.

Em seguida o texto do site da Consumidor Moderno. É reprodução ipsis literis do press-release! Ou os jornalistas são tao explorados que não têm tempo nem pra ir no banheiro, muito menos para pensar, ou recebem tão mal que nem se importam com a qualidade do texto. Ou os dois...

Abaixo, o material da Info Corporate. Só não é ipsis literis porque foram feitos cortes para o texto ser lido no tempo curto que --presume o site-- o internauta tem para ler a notícia. Eu acho que se o leitor clicou para ver o texto é porque está interessado ou curioso. E a última coisa que o jornalista deve fazer é enganar seu leitorado publicando exatamente o que a empresa (e muitas vezes anunciante) quer.

É por essas e outras que eu coloco o MP3 no ouvido e me concentro com uma música bacana para poder mandar ver em um texto. Meu cérebro merece esse prazer e o pagamento justo. Felizmente não tenho do que reclamar da empresa em que trabalho. Mas sim, desse mercado que explora tanto os coleguinhas que, no fim, me faz pensar que ganho metade do que merecia, e a empresa sabe que eu hoje sou caro para este mercado. Ainda bem que todos estão felizes aqui, hehehe.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Cuma? Qué? What?
Da série "Como Assim?":
- A Matilde Ribeiro, fez compras no freeshop com o cartão de crédito do governo e pediu demissão. Então ela disse que a pressão por sua saída foi "racismo e preconceito". Cuma? Quando era ministra das politicas de inclusão racial, ela mostrou que é mais racista do que a grande maioria de brasileiros. Bom, em primeiro lugar, racismo de sinal trocado (contra quem não é negro) também É racismo. Em segundo lugar, que diabos de compra necessária para as atividades de seu ministério tinha que ser feita no free shop? Que vergonha passar por esse vexame hem? E o Orlando Silva, o risível ministro dos esportes, em breve deixará de ser. No fim, o povuquetanupudê ta fazendo a farra e honrando ainda mais a história do partido que jurou fazer justiça social (kkkkkkkk!)
- Chávez depois de fazer barbeiragem na história dos reféns das amigas (dele) Farc: "As Farc são legítimas porque têm um projeto bolivariano, que apoiamos". Qué?? Que mierda es esa? Quer dizer que o grupo guerrilheiro-capaga-dos-cartéis-da-coca adivinhou, lááá nos anos 80 que existiria um Chávez, que inventaria o "bolivarianismo" e realizar o projeto de fundir a Colômbia à Venezuela? Claro, chefiado por Chávez e protegido militarmente pelas Farc e pela Guarda Bolivariana (a pessoal de Chávez). Hipótese que dá arrepios... Mas o poder "nostradamus" do ditador venezuelano mais me diverte que impressiona.
- Lula, depois de visitar Fidel: "A saúde dele está ótima". KKKKK! Cuméquié companheiro? Não podia esperar o dia seguinte quando o proprio Partido Comunista Cubano disse que Fidel não tem mais condições de saúde? Bom, como ele mesmo diz, Lula é um presidente que não sabe de nada mesmo...
- Bush: "I think that..., .... ...., (e um looooongo minuto de silencio constrangedor no púlpito (vi no Great Presidential Speeches, do David Letterman outro dia)". What? Ele ainda acha que pensa?
Próximo POST: O Fla-Flu Nerd (sobre Microsoft, Yahoo! e Google)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Very impressionante! Mucho loco!
Já tô careca de saber que no Brasil as leis são feitas para não serem cumpridas. Pior, gasta-se uma grana indecente para sustentar um Legislativo que as "produz" (kkk) e num Judiciário que as torce e enrola para facilitar a vida de criminosos e espertinhos.
Mas a Câmara está para aprovar uma lei que está entre a dor de barriga e a dor de dente. Por idéia do super inteligente (e stalinista) deputado Aldo Rabelo (PCdoB-SP), quem falar ou escrever uma palavra de língua estrangeira, será punido!
What?? Eso es en serio??
Ops, cometi uma contravenção? um crime tipificado em lei?
Vou tomar uma multa? Prisão? Cadeia unissex?
Tem punição diferente para cada crime cometido em um idioma diferente?
Um idioma é a expressão de um povo, seja involuído (mal-falado e grunhido) ou evoluído. Novas palavras são criadas e incorporadas todo dia. Para o bem e para o mal, claro. O português brasileiro é um idioma rico e sonoramente tentador, e graças também à inclusão e adaptação de palavras estrangeiras.
Por outro lado, há quem quer agradar os novos ricos e os pretensiosos de qualquer faixa de renda e sempre prefere usar "sale" em vez de "liquidação", ou batizar o prédio novo com um nome tipo Maison des Idiotes. Mas quem quer ser ridículo, que o seja. É opção da pessoa. É um direito constitucional da pessoa passar esse ridículo!
Só acho que é idiota fazer tanta gente perder tempo e dinheiro público com iniciativas como do tovarisch Aldo (ops! mais um crime de 5 pontos na carteira?).
Se a proposta de lei se restringisse aos documentos oficiais e à burocracia que ninguém tem saco de ler, ok, até faria sentido obrigar que se escreva apenas em português.
Mas a lei inclui o conteúdo de todos os meios de comunicação. Em português bem claro, seu Rabelo, isso chama-se censura! O Estado não pode determinar como qualquer pessoa quer expressar suas idéias. Não tem o direito constitucional de cercear, ameaçar ou limitar a expressão. Eu falo e escrevo como quiser. No one fucking idiot, ou huevón, vai tirar isso de mim e de ninguém.
A grande merda nisso tudo é que a lei é capaz de passar (os vereadores não acabaram e restituíram o rodízio em SP no mesmo dia, sem olhar o que votaram? Renan não é absolvido?).
O pior mesmo é que se o Congresso aprovar a lei e determinar punições, a única instância a impedir a besteira é uma canetada do Lula. Vocês sabem, aquele defende taaaanto a inteligência coletiva que faz questão de se orgulhar que é iletrado. Tão teimoso como uma Mula.
Capaz que ele não vete a lei e institua multas de quem falar uma palavra estrangeira, pra substituir a CPMF...
Mas a Câmara está para aprovar uma lei que está entre a dor de barriga e a dor de dente. Por idéia do super inteligente (e stalinista) deputado Aldo Rabelo (PCdoB-SP), quem falar ou escrever uma palavra de língua estrangeira, será punido!
What?? Eso es en serio??
Ops, cometi uma contravenção? um crime tipificado em lei?
Vou tomar uma multa? Prisão? Cadeia unissex?
Tem punição diferente para cada crime cometido em um idioma diferente?
Um idioma é a expressão de um povo, seja involuído (mal-falado e grunhido) ou evoluído. Novas palavras são criadas e incorporadas todo dia. Para o bem e para o mal, claro. O português brasileiro é um idioma rico e sonoramente tentador, e graças também à inclusão e adaptação de palavras estrangeiras.
Por outro lado, há quem quer agradar os novos ricos e os pretensiosos de qualquer faixa de renda e sempre prefere usar "sale" em vez de "liquidação", ou batizar o prédio novo com um nome tipo Maison des Idiotes. Mas quem quer ser ridículo, que o seja. É opção da pessoa. É um direito constitucional da pessoa passar esse ridículo!
Só acho que é idiota fazer tanta gente perder tempo e dinheiro público com iniciativas como do tovarisch Aldo (ops! mais um crime de 5 pontos na carteira?).
Se a proposta de lei se restringisse aos documentos oficiais e à burocracia que ninguém tem saco de ler, ok, até faria sentido obrigar que se escreva apenas em português.
Mas a lei inclui o conteúdo de todos os meios de comunicação. Em português bem claro, seu Rabelo, isso chama-se censura! O Estado não pode determinar como qualquer pessoa quer expressar suas idéias. Não tem o direito constitucional de cercear, ameaçar ou limitar a expressão. Eu falo e escrevo como quiser. No one fucking idiot, ou huevón, vai tirar isso de mim e de ninguém.
A grande merda nisso tudo é que a lei é capaz de passar (os vereadores não acabaram e restituíram o rodízio em SP no mesmo dia, sem olhar o que votaram? Renan não é absolvido?).
O pior mesmo é que se o Congresso aprovar a lei e determinar punições, a única instância a impedir a besteira é uma canetada do Lula. Vocês sabem, aquele defende taaaanto a inteligência coletiva que faz questão de se orgulhar que é iletrado. Tão teimoso como uma Mula.
Capaz que ele não vete a lei e institua multas de quem falar uma palavra estrangeira, pra substituir a CPMF...
Retornando e andando...
(Este é daqueles posts que serão pouco lidos, mas... whatever!)
Escrever é um exercício diário. Às vezes é um tesão; outras, um sofrimento desgraçado, pois a tela teima de ficar em branco, enquanto o cérebro fervilha de idéias a ser ordenadas.
Tenho trabalhado muito, seis dias por semana. O tempo quase todo teclando e clicando. E, volta e meia, surge alguma coisa que me impele a escrever, e outro tanto de coisas rotineiras que me impede de reservar tempo pro blog.
Mas, como diz a Gabi Klein: vá blogar, menino!
Então, tô de volta rsrsrs
O objetivo inicial de comentar tecnologia para a América Latina vai ser cumprido em parte. Meu trabalho atual está na infra-estrutura de tecnologia, importantíssima, mas não tão cativante como fazer e sentir a reação das pessoas a esse novo mundo que as maquininhas eletrônicas nos trazem a cada dia.
Agora, além da tecnologia (que não pretendo abandonar), vou falar da vida e das coisas que não podem deixar de ser comentadas. Do bom e prazeiroso ao políticamente ridículo.
So, let's go!
Max
Escrever é um exercício diário. Às vezes é um tesão; outras, um sofrimento desgraçado, pois a tela teima de ficar em branco, enquanto o cérebro fervilha de idéias a ser ordenadas.
Tenho trabalhado muito, seis dias por semana. O tempo quase todo teclando e clicando. E, volta e meia, surge alguma coisa que me impele a escrever, e outro tanto de coisas rotineiras que me impede de reservar tempo pro blog.
Mas, como diz a Gabi Klein: vá blogar, menino!
Então, tô de volta rsrsrs
O objetivo inicial de comentar tecnologia para a América Latina vai ser cumprido em parte. Meu trabalho atual está na infra-estrutura de tecnologia, importantíssima, mas não tão cativante como fazer e sentir a reação das pessoas a esse novo mundo que as maquininhas eletrônicas nos trazem a cada dia.
Agora, além da tecnologia (que não pretendo abandonar), vou falar da vida e das coisas que não podem deixar de ser comentadas. Do bom e prazeiroso ao políticamente ridículo.
So, let's go!
Max
sexta-feira, 9 de março de 2007
Outro chip da discórdia
Era um domingão, tinha muito sol... e o Palmeiras ia jogar contra o Corinthians na TV Globo (3 a 0 foi pouco, hehehe!). Então, liguei a TV a cabo e... sem sinal! Mudei para a Bandeirantes. Havia imagem, mas estava péssima. Mudei pro Sportv e o sinal estava bloqueado. Achei que era um truque para me obrigar a comprar o pay-per-view. Mas só os canais pagos estavam bloqueados, os abertos (Record, SBT, MTV etc.) tinham imagem. Liguei no ato para a NET. Digitei meu código de assinante e a atendente me chamou por outro nome, Alfredo, e me perguntou se eu era da empresa tal, no meu endereço. Claro que não, disse, ela disse para esperar e a ligação caiu. Liguei de novo, digitei tudo de novo e a segunda atendente disse que era um problema de sinal, ela enviou de novo, mas a resposta na TV era: "Seu Smart Card foi desativado, ligue para a operadora". O bendito smart card, com um chip, está no novo decodificador do serviço digital da NET.
Então a atendente disse que ia enviar um pedido de reforço de sinal para a área técnica, e que precisava esperar até oito horas para funcionar. Não funcionou e na noite de segunda-feira liguei de novo. A atendente disse que o pedido que a primeira enviou à área técnica era para liberar crédito do pay-per-view. (...) Não era o que pedi, então ela fez o pedido de novo e eu deveria esperar mais 8 horas.
Não funcionou! Terça de manhã liguei de novo, já pensando na conta telefônica dessa brincadeira. Consegui fazer que a atendente agendasse uma visita do técnico para trocar o bendito cartão com chip na quinta-feira de manhã. Saí pra trabalhar e de noite, nada de visita, e nada de sinal. Liguei de novo...
A primeira atendente disse que a visita não aconteceu por uma improcedência técnica e que remarcaria para o sábado de manhã. Como? Disse que isso já estava ficando ridículo e ela derrubou a ligação. Liguei de novo, já de saco cheio, mas ainda calmo. O atendente disse que não havia registro de visita agendada na quinta, mas apenas para o sábado de tarde. Aí pedi pra falar com o supervisor. Este se desculpou em nome da NET, abriu o sinal da HBO por um mês como cortesia, e disse que ia pedir para os técnicos aparecerem logo. Isso depois de 37 minutos de telefonema.
De que adianta a musiquinha de espera do call center da NET dizer: "Não se contente com pouco"? É antipropaganda. Em vez de pagar uma montanha de dinheiro para publicitários-gênios criarem um personagem-piada, o Coronel Tutshenko, a NET devia investir no call center, no treinamento dos operadores e no back office, para que os chips não dêem pau toda hora e façam a imagem da TV sumir por mágica. Lamentável, não?
* Imagem do site da NET e do chip da discórdia, editada por este blog.
domingo, 25 de fevereiro de 2007
O chip da discórdia
Eu odeio bancos, como muita gente, mas não deixo de louvar os grandes avanços tecnológicos que, nós clientes, podemos aproveitar no dia-a-dia. Fila do caixa, por exemplo, nunca mais! Graças ao internet banking, faço tudo online. Os cartões de débito então são ótimos, pagar com a senha do cartão é um belo avanço. Mas ainda me incomoda o atraso brasileiro na adoção dos smart cards, os cartões com o chip.
Meu banco, que não nomeio para não fazer propaganda, não faz isso. Certamente fez as contas e achou que não vale o investimento na troca da base de cartões. Ok, opção deles. Mas, falta combinar isso com as processadoras de transações, as donas dos POS, o terminal eletrônico em que o lojista passa o teu cartão para pedir autorização de pagamento.
Costumo usar o serviço de débito RedeShop com o cartão empresarial que tenho, com tarja magnética e sem chip. Em geral a máquina aceita, mas de alguns meses para cá, a processadora Redecard instala um novo modelo de POS, em que há uma ranhura para espetar o cartão com chip. Se o cartão não tem o chip, o lojista diz que o cartão não é válido. Descontado o comodismo e ignorância (no sentido estrito, de desconhecer) dele, o fato é que a Redecard não ensina os lojistas que, sim, o cartão com tarja magnética é válido, mas é preciso espetar o cartão insistentemente na ranhura para o cartão com chip até o POS “perceber” que é preciso aceitar a tarja magnética, e pedir o valor para fazer a transação.
Toda vez que vou na padaria da esquina e apresento meu cartão de débito à caixa ela faz um muxoxo de desgrado. Ela já ouviu meu discurso-padrão, dizendo que o cartão vale e a Redecard que devia avisar como a coisa funciona. Para ela, eu sou um chato. Para mim, a Redecard que é ineficiente. Só o fato de o lojista não saber que cartão sem chip é aceito basta para indicar má comunicação. Pior, como cliente, me sinto maltratado toda vez que acontece esse perrengue, pois a culpa não é minha. Há saldo na conta, portanto, tenho dinheiro para pagá-la com o cartão.
Para não ser injusto, visitei o site da Redecard. Mas não encontrei nada que explique para o cliente ou o lojista como resolver o pagamento com cartão de tarja magnética no novo terminal eletrônico. Publicidade explicativa na TV, também não.
Então, fica aqui o recado, com a promessa de contatar a Redecard para saber o que pode ser feito. E conto a vocês assim que eles me responderem.
* Imagem capturada do site da Redecard
Meu banco, que não nomeio para não fazer propaganda, não faz isso. Certamente fez as contas e achou que não vale o investimento na troca da base de cartões. Ok, opção deles. Mas, falta combinar isso com as processadoras de transações, as donas dos POS, o terminal eletrônico em que o lojista passa o teu cartão para pedir autorização de pagamento.
Costumo usar o serviço de débito RedeShop com o cartão empresarial que tenho, com tarja magnética e sem chip. Em geral a máquina aceita, mas de alguns meses para cá, a processadora Redecard instala um novo modelo de POS, em que há uma ranhura para espetar o cartão com chip. Se o cartão não tem o chip, o lojista diz que o cartão não é válido. Descontado o comodismo e ignorância (no sentido estrito, de desconhecer) dele, o fato é que a Redecard não ensina os lojistas que, sim, o cartão com tarja magnética é válido, mas é preciso espetar o cartão insistentemente na ranhura para o cartão com chip até o POS “perceber” que é preciso aceitar a tarja magnética, e pedir o valor para fazer a transação.Toda vez que vou na padaria da esquina e apresento meu cartão de débito à caixa ela faz um muxoxo de desgrado. Ela já ouviu meu discurso-padrão, dizendo que o cartão vale e a Redecard que devia avisar como a coisa funciona. Para ela, eu sou um chato. Para mim, a Redecard que é ineficiente. Só o fato de o lojista não saber que cartão sem chip é aceito basta para indicar má comunicação. Pior, como cliente, me sinto maltratado toda vez que acontece esse perrengue, pois a culpa não é minha. Há saldo na conta, portanto, tenho dinheiro para pagá-la com o cartão.
Para não ser injusto, visitei o site da Redecard. Mas não encontrei nada que explique para o cliente ou o lojista como resolver o pagamento com cartão de tarja magnética no novo terminal eletrônico. Publicidade explicativa na TV, também não.
Então, fica aqui o recado, com a promessa de contatar a Redecard para saber o que pode ser feito. E conto a vocês assim que eles me responderem.
* Imagem capturada do site da Redecard
A mesmice dos portais
Dia desses abri a minha home page (UOL, sou assinante) e lá estava a manchete sobre a prisão da mulher acusada de mandar matar o esposo rico ganhador na loteria. OK, até aí morreu neves. Mas em seguida abri o Terra e lá estava a mesma manchete. Fui conferir o iG, a Globo.com, e wow! Como essa notícia se repetia! Mesmo destaque, no mesmo horário. Como se a prisão da loira pintada fosse o tema mais importante para a vida do internauta – teoricamente um tipo mais informado, que demanda notícias interessantes e úteis.
Então percebi o óbvio ululante. Os portais de internet entraram na mesma balada que os jornais diários, ou seja, a mesmice. Digo isso com todo o respeito ao trabalho dos jornalistas e dos profissionais de internet, porque no fim, estes são os que mais tentam fazer o melhor produto possível, em condições nem sempre favoráveis. Eles lutam contra o tempo – mais cruel ainda na internet – e contra a pressão de trabalhar com equipes enxutas. A razão disso está na dinâmica da competição entre os meios de comunicação e no defensivismo dos editores que chefiam as redações _ e não querem perder emprego e poder.
Explico. Nos anos 90 trabalhei na Folha de S. Paulo, boa parte como redator de fechamento na editoria de Política. O jornal tinha uma ótima equipe de repórteres, que garantia boas manchetes exclusivas, assim faziam como os concorrentes (Estadão, O Globo e o antigo JB). Mas os editores tinham uma missão ingrata: monitorar o Jornal Nacional, para conferir se alguma notícia importante tinha escapado da nossa redação. Se isso acontecia, a correria era enorme e desesperada. No fim, os jornais acabam saindo com manchetes bem parecidas, e justamente o que estou discutindo aqui é isso: a face quase idêntica das páginas iniciais, seja em jornais ou portais.
Na internet, a história se repete. Depois daquela época loucamente boa da bolha da internet, quando contratavam jornalistas nas redações a peso de outro e tudo era novidade (inclusive as home pages que mudavam manchetes a cada 5 minutos), veio a depressão e as demissões em massa. Era preciso reduzir custos e rentabilizar a pontocom, por isso a tática passou a ser jogar "na certa", nada de ousadias.
E por ousadias não estou falando de beldades seminuas, mas investimentos em conteúdo de qualidade, que realmente diferencie o portal da concorrência. É preciso ter aquela notícia que chama a atenção, mesmo que seja a mesmissima notícia publicada pela concorrência – em outras palavras ou ordem de parágrafos. O layout das homepages dos portais é quase igual: uma banner publicitário no topo, o logotipo do portal quase escondido, ícones para as ferramentas principais, uma lateral com os links dos canais e a outra lateral para uma coluna de publicidade. Tudo muito parecido...
Sou um consumidor exigente, ok, mas acho que é da demanda qualificada que vem a pressão por melhores produtos. Então, primeiro vou assumir que eu não tenho uma solução mágica a oferecer, em termos de layout, e que reconheço ser preciso abrir espaço à publicidade para fazer o portal se pagar e começar a gerar lucro (nada contra). Mas eu vou ser bem exigente e dizer que desse jeito, minha sensação final é de tédio. Se eu vou ter o trabalho de abrir a página de outro portal, quero ver novidade, não a reprodução do mesmo tema.
Acho que os vídeos na rede, as rádios online e os canais exclusivos cumprem boa parte dessa função. Para os adolescentes, blogs, flogs, trogs e plocts afins também cumprem esse papel. Mas, que eu realmente gosto de informação interessante, vou torcer para os bons tempos voltarem e os portais invistam em jornalismo e conteúdo realmente criativo e interessante.
Então percebi o óbvio ululante. Os portais de internet entraram na mesma balada que os jornais diários, ou seja, a mesmice. Digo isso com todo o respeito ao trabalho dos jornalistas e dos profissionais de internet, porque no fim, estes são os que mais tentam fazer o melhor produto possível, em condições nem sempre favoráveis. Eles lutam contra o tempo – mais cruel ainda na internet – e contra a pressão de trabalhar com equipes enxutas. A razão disso está na dinâmica da competição entre os meios de comunicação e no defensivismo dos editores que chefiam as redações _ e não querem perder emprego e poder.
Explico. Nos anos 90 trabalhei na Folha de S. Paulo, boa parte como redator de fechamento na editoria de Política. O jornal tinha uma ótima equipe de repórteres, que garantia boas manchetes exclusivas, assim faziam como os concorrentes (Estadão, O Globo e o antigo JB). Mas os editores tinham uma missão ingrata: monitorar o Jornal Nacional, para conferir se alguma notícia importante tinha escapado da nossa redação. Se isso acontecia, a correria era enorme e desesperada. No fim, os jornais acabam saindo com manchetes bem parecidas, e justamente o que estou discutindo aqui é isso: a face quase idêntica das páginas iniciais, seja em jornais ou portais.
Na internet, a história se repete. Depois daquela época loucamente boa da bolha da internet, quando contratavam jornalistas nas redações a peso de outro e tudo era novidade (inclusive as home pages que mudavam manchetes a cada 5 minutos), veio a depressão e as demissões em massa. Era preciso reduzir custos e rentabilizar a pontocom, por isso a tática passou a ser jogar "na certa", nada de ousadias.
E por ousadias não estou falando de beldades seminuas, mas investimentos em conteúdo de qualidade, que realmente diferencie o portal da concorrência. É preciso ter aquela notícia que chama a atenção, mesmo que seja a mesmissima notícia publicada pela concorrência – em outras palavras ou ordem de parágrafos. O layout das homepages dos portais é quase igual: uma banner publicitário no topo, o logotipo do portal quase escondido, ícones para as ferramentas principais, uma lateral com os links dos canais e a outra lateral para uma coluna de publicidade. Tudo muito parecido...
Sou um consumidor exigente, ok, mas acho que é da demanda qualificada que vem a pressão por melhores produtos. Então, primeiro vou assumir que eu não tenho uma solução mágica a oferecer, em termos de layout, e que reconheço ser preciso abrir espaço à publicidade para fazer o portal se pagar e começar a gerar lucro (nada contra). Mas eu vou ser bem exigente e dizer que desse jeito, minha sensação final é de tédio. Se eu vou ter o trabalho de abrir a página de outro portal, quero ver novidade, não a reprodução do mesmo tema.
Acho que os vídeos na rede, as rádios online e os canais exclusivos cumprem boa parte dessa função. Para os adolescentes, blogs, flogs, trogs e plocts afins também cumprem esse papel. Mas, que eu realmente gosto de informação interessante, vou torcer para os bons tempos voltarem e os portais invistam em jornalismo e conteúdo realmente criativo e interessante.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Carnaval digital - 1
Alalaô alalaô, o Carnaval chegou! Eu gosto de Carnaval apenas de dois jeitos: pulando bem no meio da massa em Salvador, ou aproveitando o sossego que São Paulo se transforma, no cinema, ruas, onde for, mas longe da confusão nas estradas.
Mas haverá paulistanos que vão pular o Carnaval virtualmente: no mundo virtual do Second Life. Imagino que você já ouviu falar desse site/software, típico do que se convencionou chamar de Web 2.0, a internet cujo conteúdo e ação se baseiam na participação ativa dos internautas. O Second Life é um mundo virtual, onde os participantes entram como avatares, bonecos virtuais 3D que podem representá-los tais como são (o que parece careta) ou como realmente desejam ser (as pessoas mais cool ou estranhas do mundo). Você pode investir e gastar dinheiro de verdade, que é trocado pela moeda virtual Linden (aliás, é o nome da empresa de software que criou o jogo). POde comprar roupas, ingressos dos shows virtuais, construir casas, empreendimentos ou até comprar um terreno para montar uma representação virtual de uma empresa real. Tem até a Embaixada da Suécia no Second Life.
O publicitário paulistano Jorge Singh não fez por menos, criou a Ilha São Paulo Jardins, que já tem várias lojas e uma praça central. E é lá que começa hoje o primeiro grito de Carnaval virtual da história, às 21h de Brasília. Um trio elétrico espera pelos 140 mil jogadores brasileiros do Second Life, com DJs virtuais que, informa Singh, são famosos no mundo real. E dá-lhe marchinha e axé! A não ser que o avatar do Fatboy Slim apareça por lá...
Carnaval digital - 2
E aqui, nas terras brasilis, o tradicional Carnaval da Globo ganhou uma inovação: informações interativas diretamente a partir do controle remoto. A novidade é restrita aos assinantes da operadora de TV por assinatura NET, com o pacote Digital. Um canal foi reservado para receber os dados enquanto as escolas de samba desfilam pela Marquês de Sapucaí. Você clica nesse canal, a imagem ao vivo do Sambódromo continua em uma janela no canto da tela, e ao lado abre-se um menu de opções: tema do desfile, letra do samba-enredo, história da escola, nome dos destaques, tempo de desfile e notas do júri popular. Para quem gosta e torce de verdade pelas escolas, é uma festa.A novidade não é tããão novidade assim, pois na Copa do Mundo da Alemanha, ano passado, a NET montou um canal interativo com a tabela e detalhes dos jogos. E o canal interativo também funcionou para o Campeonato Brasileiro de Futebol, séries A e B.
Isso só mostra o potencial da TV digital para transmitir informações adicionais e criar novos serviços, ao alcance do clique no controle remoto. Isso, em si, é lindo. Feio será se o lobby da Globo e das outras redes (Bandeirantes, Record e SBT), todas sempre muy amigas do governo de plantão, vai cortar pela raiz o que a TV digital traz de melhor: abrir o espectro de TV para mais canais e melhor conteúdo.
A própria NET dá um sinal disso. No pacote digital ou "digitalizado" (em que o cliente tem o decoder digital, mas não o serviço digital completo), os canais comunitários e universitários, como o do Senado, a TV Câmara etc., só podem ser vistos se o assinante arrancar o cabo, e sintonizá-los nos outros canais do seu aparelho de TV.
Ok, em geral são canais chatos, e sempre há uma desculpa "técnica" da operadora para fazer isso. Mas que isso não é muito correto, não é mesmo.
Marcadores:
carnaval,
Globo,
NET,
TV digital
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
iPhone da Apple? Não, da Samsung...

Formato retangular com bordas arredondadas, tela de cristal líquido touch screen, ícones que fazem as vezes de botões e qualidade sonora para MP3. Parece que estou falando do iPhone da Apple, não? Mas é o Ultra Smart F700, telefone lançado pela coreana Samsung na feira 3GSM World, esta semana em Barcelona. Como o concorrente, a Samsung não anunciou quando começará a vender o aparelho, e, além disso, não divulgou um preço.
O anúncio só atiça a curiosidade dos consumidores por telefones que façam tudo – telefonar, divertir e servir de ferramenta de trabalho. E coloca uma pedrinha no sapato de Steve Jobs. A Apple é genial, mas não infalível e única no mercado, e seu sucesso no mercado de telefones celulares – em que estão presentes alguns gigantes – dependerá muito justamente da reação da concorrência.
Não custa lembrar que a Samsung é força dominante no terreno das telas de cristal líquido (LCD), e já produziu TVs de mais de 100 polegadas. A força dos supertelefones está justamente em eliminar os botões “mecânicos” e usar o touch screen, além, claro, da concentração de funções em um aparelho só. Portanto, a Samsung pode ser não apenas concorrente da Apple, mas também fornecedora...
Tive acesso a apenas três fotos do Ultra Smart F700 (sortudos aqueles que estiveram em Barcelona para tocá-lo!) e não vi como é o teclado alfanumérico, o tal do formato QWERTY, que usamos nos teclados comuns de PCs. Se esse teclado completo estiver também na tela de LCD, será uma atração a mais para os consumidores, pois digitar mensagens no celular ainda é muito chato. Você aperta, aperta e aperta a mesma tecla para conseguir uma única letra. Ainda não consigo me acostumar com isso.
Além disso, a Samsung promete que o aparelho será capaz de receber dados a 7,2 megabits por segundo, com a tecnologia HDSPA – com ela, você baixa uma música de 4 MB em apenas 4 segundos. Uma conexão realmente veloz de banda larga começa em 1 Mbps, o que já dá uma boa idéia do que virá na nova geração de supertelefones.
O anúncio só atiça a curiosidade dos consumidores por telefones que façam tudo – telefonar, divertir e servir de ferramenta de trabalho. E coloca uma pedrinha no sapato de Steve Jobs. A Apple é genial, mas não infalível e única no mercado, e seu sucesso no mercado de telefones celulares – em que estão presentes alguns gigantes – dependerá muito justamente da reação da concorrência.
Não custa lembrar que a Samsung é força dominante no terreno das telas de cristal líquido (LCD), e já produziu TVs de mais de 100 polegadas. A força dos supertelefones está justamente em eliminar os botões “mecânicos” e usar o touch screen, além, claro, da concentração de funções em um aparelho só. Portanto, a Samsung pode ser não apenas concorrente da Apple, mas também fornecedora...
Tive acesso a apenas três fotos do Ultra Smart F700 (sortudos aqueles que estiveram em Barcelona para tocá-lo!) e não vi como é o teclado alfanumérico, o tal do formato QWERTY, que usamos nos teclados comuns de PCs. Se esse teclado completo estiver também na tela de LCD, será uma atração a mais para os consumidores, pois digitar mensagens no celular ainda é muito chato. Você aperta, aperta e aperta a mesma tecla para conseguir uma única letra. Ainda não consigo me acostumar com isso.
Além disso, a Samsung promete que o aparelho será capaz de receber dados a 7,2 megabits por segundo, com a tecnologia HDSPA – com ela, você baixa uma música de 4 MB em apenas 4 segundos. Uma conexão realmente veloz de banda larga começa em 1 Mbps, o que já dá uma boa idéia do que virá na nova geração de supertelefones.
Marcadores:
Apple,
iPhone,
Samsung,
Supertelefone,
Ultra Smart F700
Assinar:
Postagens (Atom)
